16 categorias: 16 Seleções Brasileiras

18/12/2010 18:08

 Minha foto                             Marcus Rezende Faixa-preta - 6º Dan Formado em Comunicação Social. Primeiro Coordenador Nacional da primeira Equipe Olímpica Permanente (EOP). Supervisor Técnico da equipe de Taekwondo do Centro de Artes Marciais Highway One. Comentarista do Sportv nas Olimpíadas de Sídney, Atenas e Pequim e dos Jogos Pan-Americanos do Rio.

16 categorias: 16 Seleções Brasileiras

 


Por que algumas pessoas complicam o que deveria ser algo tão simples quando se fala em Seleção Brasileira? Cada atleta de alto rendimento do Brasil tem seus próprios treinadores. Cada atleta, na verdade, vamos ser francos, é uma seleção, pois a sua medalha tem a mesma força da medalha do vôlei, futebol, basquete etc. Ou seja, são 16 possibilidades nas competições normais e 8 nas Olímpicas. Pelo menos em 2016 serão oito. Portanto, grosso modo, podemos entender que cada categoria representa uma equipe.
Por meio do trabalho individualizado de cada um deles é que chegam à Seleção. Então por que mudar a dinâmica dessas pessoas (quando alcançam a posição de titulares das vagas) fazendo-as treinar concentradas, todas juntas, por períodos de 10 a 15 dias todo o mês?
Alguns diriam: Os atletas não têm estrutura, não tem preparadores físicos, não têm equipamentos etc. Não se pode subestimar a capacidade de quem, mesmo com as dificuldades inerentes à falta de apoio desportivo, consegue vencer competições nacionais.
O que a CBTKD tem que fazer inicialmente é envidar esforços para a qualificação de mais treinadores e criar centros de treinamento para o taekwondo. No entanto, não seriam CTs para técnicos impostos pela CBTKD, mas sim de livre acesso dos atletas da Seleção e de seus treinadores, ou mesmo dos que estão em nível de Seleção Brasileira ou dos que compõem o que chamam de EOP. O atleta que não possuísse local adequado para treinar faria uso desse equipamento.
Seria muito mais inteligente e menos custoso para a CBTKD se os técnicos oficiais da Seleção Brasileira criassem uma agenda de visitas a estes atletas. Bem mais barato é deslocar dois ou três, do que 32 atletas (todo mês). Na verdade, o deslocamento de atletas, além de ser caro, é contraproducente.
Os CTs poderiam ser em Porto Alegre, Londrina, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Distrito Federal, Recife e Fortaleza. Ainda assim, são poucos. O ideal seria um CT em cada estado. Agora há dinheiro para isso.
Com R$ 160 por mês, ou quase R$ 2 milhões por ano, a CBTKD pagaria de forma escalonada 32 atletas (e eles pagariam a seus respectivos treinadores e preparadores físicos) e toda a comissão técnica. Esta quantia é irrisória quando vislumbramos a quantidade de medalhas que se disputa em cada competição. Os 32 atletas estariam garantidos durante aquele ano, recebendo a ajuda de custo. No entanto, estariam disputando as vagas para os eventos internacionais em pauta.
Os atletas só se reuniriam nas datas precedentes às competições internacionais, dispensando-se as ineficazes concentrações. Seriam treinamentos públicos onde a mídia poderia ser chamada.