Site da FTC Entrevista o Grão Mestre Andre Alex Lima.

15/09/2011 14:13

Entrevista exclusiva do site FTC. Com o Grão mestre Andre Alex Lima. Empresário, produtor e ator de Filmes de Artes marciais que introduziu o Taekwondo no Ceará. André fala do começo da modalidade no Ceará,  as dificuldades e sua vivencia dentro do mundo das artes marciais. Curtam essa entrevista com um dos maiores nomes do taekwondo Nacional. 

 

 FTC - Fale-nos do seu inicio, graduações e competições que disputou no TKD e nas outras artes marciais?

André Alex -Iniciei no TKD em Brasília com o Mestre Soo Myung Choi e depois com o Mestre Carlos Eduardo Loddo. Tenho 30 anos de TKD, em fevereiro de 2009 fui aprovado para o 7 DAN (Grão Mestre) testando diretamente com a banca examinadora do Kukkiwon. No Karate Shotokan cheguei ao 1° DAN como aluno do falecido Mestre Gilson Almeida, tendo disputado vários campeonatos locais no Ceara; fui campeão estadual por equipes em 1985 pela academia Toxican. Em 1986 troquei o Karate pelo Jiu Jitsu ao qual iniciei com o Mestre Sa em Fortaleza e continuei nos USA recebendo a faixa preta do Mestre Rigan Machado em 2004. Competi algumas vezes no JiuJitsu e poderia ressaltar o titulo de vice-campeão Pan Americano de 2001 na Florida. Em 1990 quando estava em New York, disputei competições abertas de Point Fighting e venci algumas competições da Federação Americana WPKF. Na Califórnia, no inicio dos anos 90, venci uma seqüência de competições locais e estaduais no TKD, em 91 fui campeão dos USA na liga Professional de TKD e na final venci o campeão mundial militar JJ Perry que se tornou meu amigo e me empregou como professor na sua academia em Los Angeles. Disputei inúmeras competições na Europa, lutei varias vezes na Franca, Espanha e Portugal. Fui campeão Nacional de Portugal em 1988 e no mesmo ano venci o Open de Paris e uma competição internacional em Vigo na Espanha. Venci o Open da Franca e da Bélgica em 1989. Em 1994, na Califórnia, representei o USA em uma competição amistosa contra a seleção nacional da Korea. Em 2003, com a cidadania Americana, voltei à ativa e competi algumas vezes no peso pesado: que foram o US Open de 2003 (fiz 3 lutas), 2 estaduais da California (3 lugar – 1 lugar) e 2 Nacionais do USA (2 lutas – 5 lutas). Essas são algumas que lembro no momento, existem muitas outras competições e boas recordações.  

 FTC - Relembre a época em que você veio para Fortaleza e introduziu Taekwondo no Ceara ?

André Alex - Em 1983 minha família resolveu mudar-se de Brasília para Fortaleza e para a minha tristeza não tinha TKD no estado. Tudo indicava que eu teria que abandonar a coisa que eu mais gostava, porém optei em seguir pelo o mais difícil e continuei praticando sozinho com o apoio distante do Mestre Carlos Loddo, que me apoiou e orientou naquela difícil etapa. Em Fortaleza, no apartamento dos meus pais, no bairro Papicu. Pendurei um saco de pancadas e iniciei um treinamento solitário, foi uma época difícil e para não ficar fora do ambiente competitivo o Mestre Loddo me aconselhou a treinar Karate e Jiu Jitsu paralelo ao trabalho de implantação do TKD no Ceara. Para se ter uma idéia das dificuldades que eu enfrentei no inicio basta relembrar que ninguém sabia pronunciar a palavra “Taekwondo” naquela época. Eu tive que fazer um trabalho de divulgação bem consistente na televisão e nos Jornais locais. Fiz uma serie de demonstrações para TV Verdes Mares que saíram no Globo Esporte e Jornal Nacional, chamando muita atenção na época: saltei de um prédio, pulei sobre um carro para fazer um quebramento e cheguei a partir 20 telhas com a cabeça. Devagar os cearenses conhecerem e gostaram do TKD, eu fundei a primeira associação oficial e também fundei o Departamento Técnico de TKD que na época era filiado a Federação de Pugilismo que era dirigida pelo Sr. Pedro Gomes que muito contribuiu com os primeiros passos do TKD Cearense.

FTC - Quais foram os seus alunos que você poderia destacar na fase inicial de introdução do TKD no Ceara?

André Alex - Do meu primeiro grupo de alunos posso destacar os nomes do Adalberto Benevides, Halder Gomes, Ivan Alcantara e Katia Cavalcante por suas contribuições e trabalho em prol do desenvolvimento desta arte que estava sendo implantada no Ceara nos anos 80. Os dois que mais se destacaram foram o Adalberto Benevidez e Halder Gomes, pois deram continuidade ao meu trabalho de professor e foram figures fundamentais para o processo de implantação. Eu montei a primeira associação e o departamento técnico de TKD do Ceará em 1986, oficializando a pratica desta arte marcial perante o governo do estado. Quando fui morar na Europa em 1988 entreguei o comando do TKD Cearense ao Adalberto Benevides que continuou o meu trabalho dando aulas e divulgando em Jornais e TV alem de ter sido um grande competidor, inclusive vencendo o campeonato brasileiro da modalidade. No inicio dos anos 90 o Adalberto veio morar comigo no USA e entregou a direção do TKD cearense para o Halder Gomes que assumiu o controle e de cara montou a academia ATC que foi a primeira academia especializada em TKD do estado. O Halder também fundou a Federação de TKD do Ceara FTC e foi o seu primeiro presidente.

FTC - Quando o Ceará começou a fazer parte da Confederação Brasileira de TKD?

André Alex - Naquela época ainda não existia uma Confederação de TKD no Brasil, éramos liderados pela ABT (Associação Brasileira de TKD) sediada no Rio de Janeiro. Graças ao apoio de outra figura fundamental no inicio do TKD cearense, que foi o meu Mestre Carlos Eduardo Loddo que de Brasília me orientou passo a passo em toda a parte burocrática, facilitando a conexão com a ABT, a qual tinha como presidente o Mestre Yong Min Kim. Foi nesta época que o Ceará se tornou membro da ABT e o Mestre Kim veio a Fortaleza pela primeira vez em 1985 para fazer um exame de faixas voltando em 1986 e 1987.

FTC - Qual foi a segunda geração de faixas pretas formada no Ceara?

André Alex - A segunda geração foi formada pelo Adalberto e Halder e foram 3 pessoas: Eli, Milton Escossia e a minha esposa Christianny Paiva Lima. Depois deles vieram muitos outros alem de faixas pretas formados por professores do sul do pais que vieram residir no Ceara nos anos 90 proliferando a arte pelo estado e nas diversas cidades menores mais afastadas da capital.

FTC - Como foi a sua ida para a Europa e o inicio da sua fama internacional?

André Alex - No inicio de 1988 com o TKD Cearense encaminhado, tomei um grande passo em direção ao meu objetivo pessoal de morar no exterior. Depois de ter meu visto para os USA negado, decidi ir para a Europa e peguei um avião para Portugal. Eu não conhecia nada e ninguém e só tinha 400 dólares, se naquela época existisse a Internet e a tecnologia de hoje, teria facilitado muito a minha vida, mas como não tinha foi na raça mesmo. De inicio fiquei 8 meses em Portugal, relembro bem a ajuda e apoio que me foi dada pelo Mestre Antonio Fraga. Logo comecei a competir e me deixaram lutar no Campeonato Nacional Português de 1988 onde fui campeão, logo depois venci uma competição em Vigo na Espanha e outra em Paris. Meu nome e foto saíram na famosa revista Karate da Franca, também nesta competição conheci o Mestre Edouard Branco que possuía 2 academias em Paris e me convidou para trabalhar com ele, eu aceitei. Na Franca fiquei um ano, competindo em vários paises, ganhei Opens na Bélgica, Alemanha, Franca e competições locais. Tenho muitas fotos, revistas, jornais Portugueses e Franceses e vídeos desta época em que me tornei sem perceber, o primeiro Brasileiro a competir no circuito Europeu. Com orgulho também relembro os 6 meses que treinei Kickboxing com o grande campeão Dominique Valera em Paris.

FTC - Você saiu na capa das mais renomadas revistas de artes marciais do mundo, como foi que tudo aconteceu?

André Alex - Na década de 90 as revistas eram as principais fontes de informações das artes marciais e tudo ocorreu da seguinte maneira: quando eu estava preste a vir para o USA tinha sido entrevistado pela revista Karate Francesa, a matéria saiu em 1989 e se chamava “O Homem do Rio”, o Editor Pierre Yves Benoliel me entrevistou e notou que eu gostava de fotografia, ele comentou por alto que buscava um correspondente no USA e foi ai que tudo começou. Tempos depois ele me disse que os leitores gostaram tanto das entrevistas como dos meus artigos técnicos; minhas fotos chutando foram um sucesso e comecei a trabalhar com as melhores revistas do mundo em 6 paises principais: USA, Alemanha, Espanha, Austrália, Itália e no Brasil com a Combat Sport e Kiai. Paralela as minhas atividades criei conexões com famosos lutares e astros de cinema como o Scharzenneger, Segal, Chuck Norris e o Van Damme. Cada reportagem saia em diversos idiomas, tenho na minha casa perto de 500 revistas, sai em quase 30 capas e publiquei um livro nos USA para iniciantes chamado “Combat Kicking.”

FTC - Quais são as principais diferenças e dificuldades que sofre um brasileiro para se adaptar a dar aulas de TKD no USA?

André Alex - As diferenças são influenciadas pelos fatores culturais, pelas leis norte americanas e também a realidade econômica dos dois paises que são totalmente diferentes. No USA o sistema jurídico facilita os processos, portanto as academias aqui possuem sempre seguro e advogado, visto que o perigo de processo esta sempre rondando os estabelecimentos esportivos, isto exerce uma influencia de cautela na maneira em que se da aula. Em termos de clientela também existem diferenças, a faixa etária da grande maioria dos praticantes no Brasil e de 12 a 28 anos de idade e aqui este grupo e pequeno. No USA 70% dos praticantes são crianças e adolescentes entre 4 e 12 anos e o segundo grupo e formado por indivíduos entre 25 e 50 anos de idade, o grupo mais jovem busca a disciplina e o mais velho esta preocupado em manter uma boa forma, e as aulas devem ser direcionadas para estes objetivos. Com o passar dos anos eu observei nos instrutores brasileiros que foram funcionários aqui na Lima Academy sempre o mesmo problema: chegavam do Brasil fazendo um treinamento voltado para campeonatos e esse tipo de aula não funciona para a grande clientela americana, na verdade deve ser feito como um trabalho paralelo para um grupo especifico, porem não como objetivo principal da academia. A diferença cultural e outro fator diferencial, os sul-americanos vem de sociedades machistas em que o confronto e algo natural, eles gostam mais de lutar, já os americanos não gostam tanto e são mais perguntadores, querem explicação para cada movimento. As aulas aqui tem que ser voltadas para as necessidades do aluno e não para os desejos do professor.

FTC - Cite algumas diferenças entre o TKD do Brasil e USA?

André Alex - O brasileiro e em geral dedicado, criativo e tem muita garra, mas o problema crucial do esporte amador no país e a falta de apoio e dinheiro. Os USA possui uma população gigantesca de Taekwondistas divididos em diferentes ligas e federações, algumas destas ligas são independentes e promovem as próprias competições. No geral o nível técnico das academias aqui e baixo por causa do comercialismo e abundancia de academias, eu próprio exijo menos dos meus alunos americanos do que exigia dos alunos brasileiros. Qualquer brasileiro que vier dar aulas aqui vai ter que fazer a mesma adaptação, caso queira viver dando aulas de TKD por aqui. A razão pela qual o TKD Norte Americano e um dos melhores do mundo se explica no fato de que o grupo de competidores tem muitas condições, apoio e poder aquisitivo para poder se desenvolver. 

FTC - Com 20 anos no mercado Norte Americano quais são os problemas mais comuns que você e sua esposa enfrentam na manutenção das suas 4 academias em Los Angeles?

André Alex - Hoje em dia o professor de artes marciais tem que ser um empresário, principalmente se quiser manter uma academia em uma cidade grande e comercialmente competitiva, no nosso caso o segredo foi montar um time de professores bem treinados e preparados. Los Angeles é a cidade que possui academias em cada esquina, e para completar algumas destas academias pertencem a lendas vivas e celebridades das artes marciais reconhecidas internacionalmente. Para sobreviver em um meio tão competitivo não basta ser famoso ou campeão, tem que realmente saber dar aulas e conduzir a academia como uma empresa. O primeiro passo importante e entender claramente as necessidades da sua clientela para que se possa desenvolver um currículo atrativo e profissional, aliado a uma boa organização. Dentro da academia e essencial manter uma atmosfera agradável e motivada para toda a família poder tomar aulas.

FTC - Que observações e curiosidades você captou na época em que estagiou na Koreia em 2003?

André Alex - Na Koreia o TKD é considerado uma prática para as crianças. Na sociedade koreana um mestre de TKD e alguém com pouco estatus, considerado por muitos uma pessoa que não e muito inteligente e sem muitas possibilidades de ganhar dinheiro. Equivaleria no Brasil, por exemplo, a uma pessoa que se tornou técnico do time de futebol do bairro. Por essa razão eles são desesperados para sair da Koreia e dar aulas no exterior aonde terão reconhecimento e melhores oportunidades. Quando estagiei em Seul senti o drama da realidade Koreana logo nos primeiros dias. Quando os jovens mestres tiveram o conhecimento que eu possuía uma academia em Los Angeles notei que começaram a me tratar incrivelmente bem e logo se ofereciam para que eu os contratassem, queriam vir morar na Califórnia e dar aulas na Lima Academy. Em Seul observei que o nível geral das academias nos bairros não era muito alto, os grandes lutadores na verdade treinam nas universidades, aonde a competição para entrar na seleção nacional e altíssima. E fácil entender o sistema deles e mais fácil ainda enxergar claramente que os campeões internacionais não recebem muito reconhecimento, a não ser em caso especiais, por essa razão logo que param de competir à maioria desiste e alguns vão dar aulas no estrangeiro, a verdade e que os mestres Koreanos que mais se deram bem financeiramente são os que foram para outros paises. O sistema da sociedade Koreana e rígido e da poucas oportunidades as pessoas, se você nasce pobre tem poucas possibilidades de ficar rico, por essa razão muita gente não quer seguir carreira no TKD, eles preferem fazer outra coisa da vida.

FTC - Você foi o primeiro Brasileiro a estrelar em um filme de artes marciais em Hollywood. O que poderia falar sobre isso?

André Alex - Executar chutes bonitos não é suficiente para se tornar ator de cinema, as coisas são diferentes do que aparentam, a realidade e que se fosse fácil todo mês tinha um Bruce Lee novo por ai. O treinamento de artes marciais que nos submetemos e em muitos aspectos oposto ao treinamento para se tornar ator, dificultando ao lutador fazer a transição para ator, por esta razão geralmente somos taxados de mau atores, com poucas exceções. No geral, nos lutadores, temos dificuldade em expressar emoções visto que por muitos anos fomos treinados para escondê-las. Quando aprendemos a lutar passamos por um processo de condicionamento e lavagem cerebral que nos torna fortes e condicionados para enfrentar situações de luta, sem demonstrar ao adversário que estamos machucados, cansados ou mesmo com medo. A única emoção que as vezes poderemos expressar e a agressividade. O ator tem que fazer o contrario disso tudo, tem que demonstrar emoções: alegria, tristeza e muitas outras,  deve demonstrá-las sem que elas existam naquele momento, por exemplo, tem que chorar sem estar triste e para dificultar mais ainda tem que fazer de uma maneira convincente para que o espectador acredite. Não e da maneira que talvez você faria se estivesse chorando de verdade, mas sim de uma maneira que aparente real para quem assisti.

FTC - Você influenciou o Halder a entrar no cinema e se tornar diretor?

André Lima - O Halder e dedicado e realmente iniciou no cinema por minha influencia, lembro bem quando por volta de 1994 eu consegui o primeiro trabalho dele em um filme do Don “The Dragon” Wilson. Eu pedi ao coreógrafo de lutas, Art Camacho, para dar uma ponta a um amigo que viria do Brasil de ferias e ele aceitou. Esta foi a primeira experiência do Halder com o cinema e depois disso ele começou a pesquisar e se interessar mais e mais pelo assunto e todo ano que vinha de ferias ficava aqui em casa. Através da minha influencia, ele lentamente desenvolveu as conexões e contatos com os atores  que eu apresentei para ele, tirou fotos com muita gente famosa e foi lentamente largando o TKD e agora esta só no cinema. Eu e Halder trabalhamos juntos em dois filmes: “Sun Land Heat” e “Beyond the Ring” e agora parece que o Edmilson também esta seguindo a mesma trajetória. Fico feliz em ver que os meus descendentes no TKD foram bem influenciados por mim e por algumas das minhas idéias de uma maneira positiva.

FTC - E o Edmilson acabou se mudando para o USA por sua causa?

André Alex - Na realidade o Edmilson veio por causa da minha esposa que tinha sido uma das professoras dele de TKD na academia ATC do Halder. O Edmilson tinha sido campeão brasileiro na época e pediu para vir trabalhar e morar com a gente aqui em Los Angeles, acho que foi em 2001. Nos o recebemos aqui em casa e demos trabalho como professor da Lima Academy ate ele se estabilizar, aprender inglês e adaptar-se aos USA e no fim ele se casou com uma aluna da nossa academia e ficou por aqui mesmo, hoje tem sua família e atualmente vive no Arizona.

FTC - Como foi atuar com o Gary Busey do “Maquina Mortifera” e o Martin Kove que fez o “Karate Kid” no filme Beyond The Ring?

André Alex - O Martin Kove é o Sensei malvado Cobra Kai no filme Karate Kid, mas pessoalmente e uma pessoa calma e simples, foi fácil trabalhar com ele, esta sempre com boa vontade para ensaiar as cenas. Já o Gary Busey coloca muita pressão quando atua, já haviam me alertado que ele gosta de trocar os diálogos do roteiro, momentos antes da filmagem, dificultando as coisas, costuma discutir com o diretor e coisas do gênero, como já sabia estava psicologicamente preparado para atuar com esta fera. Ele realmente e um grande ator, não e atoa que foi apontado para o Oscar por ter trabalhado em filmes de grande sucesso internacional, alem de bom ator o Gary Busey e uma celebridade e veterano de grandes sucessos de bilheteria. O engraçado e que logo depois do “Beyond The Ring” sair no USA ele foi envolvido em um escândalo na entrega do Oscar com a atriz Jennifer Garden e isso ajudou bastante na divulgação do nosso filme. 

FTC - Para terminar o que você falaria da direção que tomou o TKD no Ceara?

André Alex - O TKD se difundiu razoavelmente bem pelo estado e tem uma boa quantidade de praticantes mas precisa desenvolver melhor a estrutura básica. O novo presidente Fabio Ronin que e meu amigo ha muitos anos iniciou bem o seu mandato, com muita vontade e determinação, enfrentando os problemas que teve com uma federação clandestina, por isso acho que o TKD cearense esta iniciando com ele uma nova etapa de desenvolvimento. A meu ver e necessário um incentivo maior para que os faixas pretas fundem mais associações e as filiem a federação, ainda tem muito espaço e colégios, academias de musculação e clubes que podem se tornar centros de treinamento de TKD em Fortaleza. Uma critica construtiva que faço e que nestes anos todos não foram graduados Mestres cearenses suficientes acima de 4° DAN e ainda vejo o estado estar dependente de fazer exames de faixa para faixa preta com Mestres de outros estados. Já passou da hora do Ceara estar independente e com uma banca de examinadora de Mestres acima de 4° DAN. Em termos de eventos, competições e seminários eu tenho visto que já possui um calendário bem preenchido e organizado. Também e necessário formar uma equipe permanente responsável pelo time de competição para a Luta e o Poomsae com preparador físico, técnico e intercambio de atletas. O Poomsae se desenvolveu muitíssimo nos últimos 6 anos a nível mundial e já notei que o Brasil ficou bem para traz nesta área. A divulgação, propaganda e as demonstrações para atrair novos praticantes nunca devem parar. O presidente Fabio Ronin esta de parabéns por ter organizado com muito sucesso a Copa Brasil de 2008 no Ceara e pelo novo site da federação.Parabéns e continuem em frente!!